Apesar de ser um dos produtos financeiros mais importantes para a proteção das famílias, o seguro de vida ainda é subestimado pelos brasileiros. Dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) mostram que apenas 15% da população adulta do país possui algum tipo de seguro de vida — índice muito abaixo de países como Estados Unidos (54%) e Reino Unido (48%).
A baixa penetração do produto é explicada por uma combinação de fatores: falta de conhecimento sobre o produto, percepção de que é caro, e a tendência cultural brasileira de evitar pensar na própria morte.
"As pessoas acham que seguro de vida é para rico ou para quem está doente. Na verdade, é exatamente o contrário: é mais barato quando você é jovem e saudável, e mais necessário quando você tem dependentes que dependem da sua renda", explica a consultora financeira Priscila Moura.
O seguro de vida funciona como uma proteção financeira para a família em caso de morte ou invalidez do segurado. O valor do benefício, chamado de capital segurado, é pago aos beneficiários indicados na apólice e pode ser usado para cobrir despesas imediatas, pagar dívidas ou garantir a manutenção do padrão de vida da família.
Para escolher o seguro certo, os especialistas recomendam começar calculando quanto a família precisaria para manter seu padrão de vida por um período de dois a cinco anos sem a renda do segurado. Esse valor serve como referência para o capital segurado.
O mercado brasileiro oferece diferentes tipos de seguro de vida: o temporário, que cobre um período determinado; o vitalício, que cobre toda a vida; e o universal, que combina proteção com acumulação de capital. Para a maioria das famílias de classe média, o seguro temporário é a opção mais custo-efetiva.